quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Big Brother tem novidades, mas nunca perde a essência

Cintian Moraes - 31/01/09

Ao contrário do que muita gente imagina, o Big Brother não é apenas um programa de televisão inventado na Holanda, esse nome foi usado em 1948 pelo jornalista inglês Eric Artur Blair, que assinava com o pseudônimo de George Orwell.
O escritor publicou a obra Animal Farm, que no Brasil recebeu o título de A revolução dos bichos, trata-se de uma alegoria político-infantil que denunciava a suposta predisposição da humanidade para a violência e como um grupo de pessoas que conviviam com o governante poderia tomar o poder em nome do povo. Orwell foi impulsionado a escrever sobre as cicatrizes do Ocidente que ainda estavam abertas pelos regimes totalitários de Adolf Hitler, na Alemanha nazista e de Joseph Stálin, na União Soviética comunista. A obra A revolução dos bichos usa as palavras “granja” dirigindo-se à sociedade e “porcos” dirigindo-se aos ditadores, tudo para relacionar ao regime. No mesmo ano, o jornalista também escreveu o livro 1984, que é a seqüência dos seus pensamentos cuja sua maior preocupação era denunciar o controle do Estado sobre os cidadãos.
O romance 1984 é uma forma pessimista de ver o resultado da guerra para o futuro da humanidade dominada pelo totalitarismo que é o “Estado Maior”. Foi nessa obra de Orwell que surgiu então o personagem chamado “Big Brother”, que ele se dirigia ao “Todo Poderoso” do poder.

O livro 1984

O romance retrata um Estado onipresente (que está presente em toda parte), com capacidade para alterar a história e o idioma, de manipular, oprimir e torturar o povo, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. Estrutura essa onde havia a total separação social, não havia imprensa livre, sindicatos ou associações e nem mesmo famílias harmoniosas, só se encontrava a tirania e a vigilância coesa do Estado. Todos os cidadãos eram obrigados a amar e a seguir a risca todos os comandos do regime do poder supremo. Para garantir a manutenção do regime totalitário, toda a sociedade era controlada por Teletelas que eram ao mesmo tempo televisor e câmera de vigilância que não poderiam em hipótese alguma ser desligadas, apenas ter o seu volume diminuído.
Quem controlava essas Teletelas, que funcionavam para vigiar os cidadãos, era o dirigente máximo chamado de Grande Irmão o “Big Brother”. O tirano não tinha nome e nunca foi visto em público, tratava-se de um anônimo.
O livro conta a história de um funcionário do Ministério da Verdade, Winston Smith, que tem a função de reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do poder.
Smith questiona a opressão que o Estado exerce sob os cidadãos e se revolta, mas ele sabe que se alguém pensasse diferente, cometeria crimidéia (crime de idéia) e fatalmente seria capturado e vaporizado, isso é, desaparecia do mapa.
Smith se apaixona por Julia que também serve ao Partido e se alia a ela, juntos conhecem O’Brien que de primeiro momento acredita ser um aliado. Os pensamentos de Smith são descobertos e ele é preso e torturado por O’Brien que o traía e que também já havia sido torturado pelo mesmo motivo. Para Smith, só restava se entregar às obrigações do Partido e amar o Grande Irmão. Júlia também passa pelas mesmas torturas e os dois se rendem e se adaptam completamente ao mundo totalitário.
Esta idéia deu origem ao formato do programa de televisão o Big Brother.
Como o programa de TV consiste numa casa em que os participantes são vigiados por câmeras, a comparação é feita á partir de que os telespectadores vigiam os participantes e eliminam aqueles que não são considerados bons, assim como no enredo do livro.

O programa Big Brother Brasil

No dia 16 de setembro de 1999, o canal holandês Verônica lançou o primeiro programa de TV da série Big Brother. No ano seguinte, o fenômeno se espalhou por outros 19 países, como Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Suíça, Suécia e Bélgica. Em todos eles, o programa virou sinônimo de sucesso e audiência. Seus participantes e vencedores tornaram-se celebridades da noite para o dia e faturaram fortunas em prêmios. Em 2002, foi apresentado o primeiro Big Brother Brasil pela Rede Globo de Televisão. Como não seria diferente dos outros países, aqui o programa também virou febre e se tornou um líder em audiência como diz Pedro Bial, apresentador do programa.
Neste ano, na nona edição, o Big Brother Brasil apresentou algumas das novidades aos telespectadores como “A Casa de Vidro” uma bolha montada no Via Parque Shopping, o lado “A” e “B” que divide a casa e dois participantes sexagenários integrantes da equipe. Ao que tudo indica essa nona edição ainda trará mais novidades.
Cintian Moraes

Jornalista graduada pela Universidade de Sorocaba, especializada em Webjornalismo, produtora e editora do Site Cenário Cultural, organizadora da Coletânea infanto-juvenil Rodamundinho 2008 e assessora de comunicação da Semana do Escritor de Sorocaba e Região.
Apaixonada por webjornalismo e por literatura brasileira e regional.
Contato: contato@cintianmoraes.com.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Guia prático da nova ortografia ed. Melhoramentos

A Editora Melhoramentos oferece aos visitantes de seu website a opção de fazer o download gratuito do "Guia Prático da Nova Ortografia", obra lançada em agosto de 2008, contendo informações sobre o que muda na ortografia da Língua Portuguese com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico. A obra visa a suprir a demanda de esclarecimentos inexistentes no texto oficial do Acordo Ortográfico e informa detalhes sobre as mudanças nas regras de acentuação, uso do hífen etc.

Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com a nova ortografia!

Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas regras ortogr€ ¦áficasInforma€ ¦ção nunca € ¦é demais!!Um site que corrige automaticamente a sua escrita de acordo com as novas regras ortogr€ ¦áficasNestes tempos de mudan€ ¦ças ortogr€ ¦áficas, sempre temos d€ ¦úvidas. Para quem quer uma resposta r€ ¦ápida, uma € ¦ótima dica € ¦é este site em que voc€ ¦ê digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor: http://ramonpage. com/ortografa/
Eu usei a frase "As conseq€ ¦üências do anti-semitismo s€ ¦ão desastrosas, uma p€ ¦éssima id€ ¦éia", como exemplo e o site me retornou: "As consequencias do antissemitismo s€ ¦ão desastrosas, uma p€ ¦éssima ideia". Neste acordo que rege as mudan€ ¦ças em nossa L€ ¦íngua, o Brasil ter€ ¦á at€ ¦é 20/12 para se adaptarOBS: se vc usa o Mozzilla firefox, copie o endere€ ¦ço daqui e cole no Mozzilla

Projeto Ler é Bom, Experimente!

http://achamarteblogspotcom.blogspot.com/
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009. Projeto Ler é Bom, Experimente! - Recebo , do Sorocaba News, enviado por Douglas Lara, encontramos a possibilidade que deveria ser apanhada com unhas e dentes pelos que podem ajudar na expansão da Leitura ,.

Laé de Souza tem um estilo gostoso de ler, sua prosa pode ser facilmente compreendida pelos jovens e apreciada pelos adultos, mas o mais importante é a ação de levar livros -o que sobremaneira incentiva o hábito da leitura. Quando, no Hospital Júlia Kubtischeck, criei uma pequena biblioteca,para empréstimos aos adolescentes, dava prazer encontrar leitores ávidos e formar novos. Também em Mariana (*)e Ipatinga, cidades mineiras, foram desenvolvidos interessantes ações em prol da leitura.

Agora, abaixo, confiram e participem:

"Projeto "Ler é Bom, Experimente!" abre inscrições para 500 escolas públicas em todo o Brasil. O projeto de incentivo à leitura "Ler é Bom, Experimente!", criado em 2000 pelo escritor Laé de Souza, que tem o patrocínio pelo segundo ano consecutivo da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, empresa do Banco do Brasil, e o apoio do Ministério da Cultura, está com as inscrições abertas a partir de 15 de janeiro de 2009 pelo site www.projetosdeleitura.com.br.

O programa é voltado às escolas da rede pública de todo o país, com turmas a partir da 6ª série do ensino fundamental e tem como objetivos incentivar o hábito da leitura e escrita e estimular a criação de textos, performances, discussões e debates nas salas de aula.

Esta iniciativa já atingiu cerca de 2 mil escolas com a participação de 80 mil alunos em todo o país. Neste ano, 500 escolas participarão do projeto e receberão gratuitamente 38 exemplares do livro de crônicas Acontece... e material didático: folhas pautadas para redação, questionários e o Manual do Professor com sugestões para dinamizar a leitura em sala de aula e plano de aplicação do projeto. Na etapa final, os alunos que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com outra obra do autor.

As obras utilizadas nesta edição do projeto são Acontece... e Espiando o Mundo pela Fechadura, de autoria de Laé de Souza, publicadas pela Editora Ecoarte. Os textos retratam o cotidiano de pessoas comuns, situações inusitadas e personagens marcantes, sempre com abordagem bem-humorada e leve, embora crítica, e linguagem coloquial, o que facilita a compreensão dos textos.

Laé de Souza é autor de vários projetos de leitura em execução há dez anos, apoiados pelas leis de incentivo à cultura, focados nas escolas da rede pública, parques, praças, hospitais, transportes coletivos, hipermercados e outros, com o intuito de formar leitores de todas as etnias, faixas etárias, credos e classes sociais. "É preciso criar oportunidades para o público conhecer o mundo maravilhoso da leitura, entretanto, com a preocupação de oferecer obras que lhe prendam a atenção e desperte o interesse por outros livros. O projeto 'Ler é Bom, Experimente!' foi criado para conquistar e formar novos leitores", afirma Laé.

Sobre o autor: Cronista, dramaturgo, bacharel em Direito e Administração de Empresas.Aliança do Brasil - Criada em 1997, a Aliança possui uma diversificada carteira de produtos, composta por mais de 40 tipos de seguros que cobrem riscos pessoais e patrimoniais, entre eles os seguros de vida, residenciais, empresariais, rurais, de transporte e outros. São soluções para necessidades de pessoas físicas e jurídicas, em todos os segmentos, inclusive no agronegócio. A carteira de riscos pessoais e de outros ramos soma mais de 9 milhões de clientes."

Serviço:Inscrições de 15 de janeiro a 30 de março de 2009 pelo site www.projetosdeleitura.com.brInformações: (11) 2743-9491 e 2743-8400Todo o material é fornecido gratuitamente às instituições de ensino.

Assessoria de Comunicação:Rozângela Inojosa Galindo(11) 9261-5500imprensa@projetosdeleitura.com.brwww.projetosdeleitura.com.br

Máquina da Notícia - Assessoria de Comunicação da Aliança do BrasilBeatriz Teixeira – beatriz.teixeira@ maquina.inf.br – Telefone: (11) 3147-7411Tatiane Lima – tatiane.lima@maquina.inf.br – Telefone: (11) 3147-7405.===

http://www.sorocaba.com.br/aconteceSeja bem-vindo ao Acontece em Sorocabadouglara@uol.com.br - fone (15) 3227-2305

(*) Projeto de Poesia e arte na escola, levado pelos aldravistas e premiado pelo PNL

(**)Giro-lê:edição de livros para crianças, pelo CLESI(Ipatinga)/Aldrava letras e Artes(Mariana)

Divulgação?Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Diretora Regional do InBrasCi em Belo Horizonte, MG-Brasil Postado por Clevane_em_Pessoa às 08:48 0 comentários Marcadores: Experimente, Projeto Ler é Bom

http://achamarteblogspotcom.blogspot.com/
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Ordem Nacional dos Escritores

ONE diplomou 28 membros em Sorocaba neste ano

No dia 19 de dezembro o presidente da Ordem Nacional dos Escritores, José Verdasca dos Santos, diplomou e entregou mais sete colares a novos associados. A cerimônia aconteceu no Gabinete de Leitura Sorocabano às 10h seguido de um almoço junto aos escritores e novos sócios. No encontro, estavam presentes o presidente do Gabinete, João Oliveira Verlangieri, o diretor do núcleo da região, Douglas Lara, o ex-presidente da Fundec, Alexandre Latuf, os sete novos associados e convidados.
A cerimônia foi abrilhantada pela entrega de colares as mais jovens escritoras associadas, Maria Giulia Jacção Alves e Roberta Rodrigues Giudice, ambas tem nove anos e declamaram suas poesias publicadas na antologia Rodamundinho. O presidente da Ordem acrescentou que anteriormente o Estatuto não previa a admissão de menores de idade em sua associação e que hoje esse termo foi reformulado. “A Diretoria Nacional tudo fará para apoiar, estimular e incentivar aos jovens a seguirem este rumo, propiciando bons exemplos a seus colegas de escola, vizinhos e parentes, nós encaramos este trabalho como uma missão, talvez a mais importante da nossa associação”, comenta Verdasca.
No momento da entrega também foram declamadas poesias pelos escritores Gonçalves Viana, Oswaldo Biancardi, Nicanor Filadelfo, João Verlangieri e pelo presidente da Ordem. Entre os novos membros estavam o escritor e criador do blog literário Singrando Horizontes José Feldman, a poetisa e escritora paranaense Alba Krishna Topan, o jornalista e escritor Pedro Viegas, o editor Mylton Ottoni e o empresário Alexandre Latuf.
Durante a reunião, a TV COM registrou o momento das entregas dos colares, também entrevistou os novos associados e o presidente da Ordem que se emocionou dizendo sobre a importância dos jovens exercitarem a escrita e não somente a leitura. A TV COM (canal 7 da NET Sorocaba) exibiu partes das entrevistas e está preparando uma matéria especial sobre literatura em Sorocaba.
A ONE é uma sociedade civil com fins culturais e científicos, sem objetivos lucrativos e abrange todo o espaço da Lusofonia. Os principais objetivos da Ordem são preservar, promover, estimular, incentivar as atividades literárias de escritores, aconselhar e auxiliar os autores em suas obras e produções, bem como defender a atuação do escritor lusófono na livre manifestação de seu pensamento e em defesa de seus trabalhos e direitos.

São membros da ONE:
Alba Krishna
Alexandre Latuf
Ana Paula Cattai Pismel
Aparecido Gonçalves Viana
Douglas Santos Junior
Edival Moraes Blagitz
Geraldo Bonadio
Guilen Rodrigues da Silva
João Oliveira Verlangieri
José Feldman
José Estevão Pinto de Oliveira
Julia Mira dos Santos
Juliana Guimarães Terse
Lourdinha Blagitz
Larissa Vendrami
Maria Giulia J. Alves
Marilda de Almeida
Mário Pereira Neto
Mylton Ottoni
Nicanor Filadelfo Pereira
Nilza Florentina Vendrami
Oswaldo Biancardi Sobrinho
Pedro Viegas
Renato de Oliveira Leme
Risomar Fasanaro
Roberta Rodrigues Giudice
Rogéria de Oliveira Pregnolato
Sandra M. Julio

Homenagem a ONE, por João Oliveira Verlangieri

Ordem Nacional dos Escritores

Orgulhosos, por nos reunirmos neste augusto sodalício.
Rendemos mil graças ao Menino Deus por seu natalício!
Desenvolve-se neste o ato, a adoção de novos associados:
Escritores que materializaram seu pensamento acumulado,
Meticulosamente gravaram no livro de ouro da ONE, seus nomes no frontispício!

Nas palavras entrelaçadas, tecem seus compêndios os escritores!
Arquitetura dos sonhos e pensamentos de seus autores,
Cada estória, cada lembrança, cada fato da história.
Indicam a consubstanciação da memória, na escrita!
Ousam, desafiam, transpiram letras e versos como dever de artista:
Nascem nos livros desta forma como verdadeiros rebentos,
Acumulados de rabisco, ora despretensiosos, desnudando sentimento.
Lanternas de luz intensa, que os corações conquistam.

Decerto esta manhã é deveras especial:
Organizada pela Ordem Nacional dos Escritores,
Sintetiza este grupo seleto de valor exponencial!

Eis que passamos ao momento da condecoração,
Selando o reconhecimento por tanta dedicação!
Carregareis no peito agora, queridos e novos confrades,
Rica medalha que exalta Platão, o Grande Pensador!
Impõe esta Comenda um compromisso de cabal importância:
Trazê-la próxima do coração requer lealdade e constância!
Olhar para ela significa ver ali naquele espaço, a si próprio espelhado!
Rogo, pois, ao Pai Celeste, abençoá-los imensamente:
Espargindo sobre vós Sua proteção permanente,
Sejam vossas vidas enriquecidas e o futuro como escritores eternamente selado!

Cel. Res PM João Oliveira Verlangieri
Presidente do Gabinete de Leitura Sorocabano
Autor deste Acróstico

ESCRITOR DA SEMANA

"Estilhaços", de Gonçalves Viana

"Do teu passado Eu não quero saber,Mas ao teu futuro Eu quero pertencer"

Gonçalves Viana, autor deste poema, é técnico em projetos industriais, poeta, humanista e grande admirador da Música. É diretor literário da Casa do Escritor da Região de Sorocaba (Ceres) e vice-presidente da Associação Cultural "Coesão Poética", de Sorocaba. É colunista do Espaço Literário do site Sorocult e participa também da sessão "Talentos" nesse site. Faz parte da confraria de poetas "Teia dos Amigos". Em 7 de novembro, recebeu o colar da Ordem Nacional dos Escritores (ONE). É co-autor do terceiro volume do livro "Biblioteca Sorocabana - Poesias" e autor do livro "Vertentes", pela Otonni Editora, de Itu, com o incentivo da Ceres. Esta obra, para Viana, foi a realização de um sonho que começou a acalentar em 1999. No entanto, inconscientemente começou a sonhá-lo em sua infância, quando descobriu a Literatura. Através dos livros e revistas, Viana passou a viajar pelo mundo todo e também pelo tempo. Conheceu os lugares mais recônditos e inóspitos deste nosso Planeta. As civilizações antigas, medievais e modernas.Da publicação de Vertentes, Viana já tinha material para mais três livros, mas aguardava esta obra dizer se deveria ou não publicar outras. O retorno financeiro não era esperado, apenas a satisfação de ver um sonho realizado. Mas, de acordo com ele, depois que você é picado pela mosca azul, você não quer mais parar e passou, então, a selecionar os poemas que fariam parte do seu segundo livro.Neste interim, Viana encontrou num sebo um livro de Paulo Leminski: Matsuó Bashô. Bashô foi o criador do hai-kai, em sua forma moderna. Então, Viana descreve que foi tomado pela "febre amarela" do hai-kai e passou a escrevê-lo em profusão. Quando se deu conta, o autor já tinha material para um livro só de hai-kais. Assim, para Viana, uma seqüência fortuita de acontecimentos possibilitou a publicação de "Quase Cai".Já os poemas que haviam sido selecionados para serem o segundo livro de Viana encontraram vez nesta obra à qual damos ênfase: "Estilhaços", da editora O Clássico. Ao comentar "Estilhaços", Tânia Orsi, psicóloga e poeta, traduz a obra inferindo: "Multiplicidade e singularidade trazem estilhaços para dentro do coração do poeta Viana e nos atinge em cheio com suas pontas de alabastro e fundente emoção. São certeiros os versos ao deflagrarem a dor nossa de cada dia. Se o coração é metaforicamente o lugar das emoções, Estilhaços é um coração pulsando os fragmentos da dor humana, onde a existência encontra a sua escrituração, entalhadas nas estriadas fibras da sensibilidade e beleza".Já no Prefácio, a editora Cristiane Pasquini diz que "Gonçalves Viana une nesta obra os estilhaços de sentimentos compondo suas poesias, criando um lindo mosaico que, ao completar-se, nos mostra a imagem sensível de seu coração, ora frio, ora quente, mas tenro e acolhedor". E Cristiane ainda chama o leitor a colher seus estilhaços nas páginas do livro e montar seu mosaico de emoções seguindo cada um o seu coração... (Douglas Lara)

http://www.diariodesorocaba.com.br/noticias/not.php?id=39376
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Parabéns Sorocaba por mais esta iniciativa Cultural! http://www.cintianmoraes.com.br/ http://www.sorocaba.com.br/aconteceSeja bem-vindo ao Acontece em Sorocaba douglara@uol.com.br - fone (15) 3227-2305

Shakespeare total e em traje de gala

O Estado de S. Paulo - 15/12/2008 - por Antonio Gonçalves Filho

Shakespeare já foi traduzido para o português por notáveis como o poeta Manuel Bandeira, que enfrentou Macbeth, o cartunista e escritor Millôr Fernandes, que se dedicou a Hamlet e a Rei Lear, e a crítica Barbara Heliodora, responsável pela tradução de nada menos que 15 peças do dramaturgo inglês - ela continua o trabalho com as outras, respondendo pela edição da obra do autor pela editora Nova Aguilar. No entanto, a tarefa de traduzir todo Shakespeare coube a um médico e poeta maranhense, Carlos Alberto da Costa Nunes (1897-1990). Em 1954, ele entregou aos leitores brasileiros o teatro completo de Shakespeare traduzido. É essa mesma obra monumental, originalmente publicada pela Melhoramentos, que a editora Agir coloca no mercado em nova e luxuosa edição de três volumes, que totalizam juntos nada menos que 1.912 páginas. Apesar do traje de gala (todas as edições têm capa dura e colunas duplas, como as edições inglesas), o preço é bem razoável: R$ 109,00 por cada um dos três volumes (Comédias, Dramas Históricos e Tragédias). Costa Nunes, morto em 1990, aos 93 anos, era tio do filósofo Benedito Nunes.

Exposição aborda história do idioma alemão

Deutsche Welle (Alemanha) - 12/12/2008 - por Cornelia Rabitz

Mostra expõe a variedade do alemão e seu desenvolvimento desde os cantos medievais até a linguagem das mensagens de texto. Depois de Bonn, Instituto Goethe levará a exposição pelo mundo durante oito anos. O momento não poderia ter sido mais adequado, por mais que tenha sido mera coincidência. Ao mesmo tempo em que se discute se o alemão deveria ou não ser mencionado na Lei Fundamental alemã como idioma oficial, foi inaugurada na Casa da História de Bonn uma exposição intitulada Man spricht deutsch (fala-se alemão). Os organizadores, no entanto, não querem que a mostra seja vista simplesmente como um discurso a favor da proposta. Seu objetivo é antes mostrar a riqueza, a variedade e a história da língua alemã, dos cantos medievais à linguagem das mensagens de texto.

Seminário em SP discute o futuro da crítica literária

Folha de S. Paulo - 15/12/2008 - por Raquel Cozer

"Resolva sempre sem entrar no mérito da questão", anotava Roberto Schwarz em 1970, dentro de seus 19 princípios para a crítica literária, que descreviam, em tom irônico, vícios da vida intelectual no país. Embora marcado pelos debates da época, o manifesto levanta uma discussão ainda relevante sobre os caminhos da crítica literária. É sobre o papel e as formas dessa área após suas metamorfoses no século 20 que trata o Seminário Internacional Rumos Literatura - Crítica Literária, desta terça-feira a quinta, no Itaú Cultural, em São Paulo. "Partimos da idéia de que, por vários ângulos, a crítica literária tem de se redefinir. Como ela se posiciona, por exemplo, diante dos estudos culturais, em voga nos anos 90, que questionaram inclusive a literatura", diz o curador Samuel Titan Jr., professor de teoria literária da USP.

Acervo de Humberto de Campos é vendido para a prefeitura

Publishnews - 16/12/2008 - por Redação

A Câmara Municipal de Parnaíba aprovou que a Prefeitura de Parnaíba compre o acervo histórico do escritor Humberto de Campos, que faleceu em 1934, informa o site Cidade verde.com. O fardão, máquina de datilografia, que ele usava para escrever os livros e outros objetos, serão adquiridos pelo poder municipal para serem expostos na Academia Parnaibana de Letras. A família tem os objetos, que já foram colocados a leilão e não houve interessados. O custo total do acervo está em torno de R$ 60 mil, informa a matéria. A Prefeitura foi autorizada pela Câmara para adquirir por R$ 50 mil. De acordo com o veículo, o prefeito José Hamilton (PTB) disse que é um acervo importante, por estar resgatando a história da cidade.

Conselheiro Aires vai falar alemão

O Estado de S. Paulo - 16/12/2008 - por Roberta Pennafort

O professor alemão Berthold Zilly é destemido. Depois de traduzir para seu idioma o épico Os sertões, de Euclides da Cunha, Triste fim de Policarpo Quaresma, o clássico de Lima Barreto, e o cultuado Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, além de obras da literatura portuguesa e argentina, ele se debruça sobre Memorial de Aires, o último livro de Machado de Assis, lançado dois meses antes de sua morte - e que acaba de completar 100 anos. Brasilianista, Zilly, que tem formação em literatura alemã, latino-americana e francesa e foi docente convidado da Universidade Federal do Ceará, entre 1978 e 1980, não é tradutor profissional. Ele é movido pelo desejo de possibilitar a seus compatriotas conhecer obras que tem como fundamentais. Zilly esteve recentemente no Rio, por ocasião de um congresso de professores de alemão. Aproveitou para visitar, na Academia Brasileira de Letras, a exposição Machado Vive, que revela ao visitante não só lances da biografia do fundador da casa, mas também parte de seu mobiliário e biblioteca, recheada de obras de Victor Hugo e Gonçalves Dias.

Literatura para 1,5 milhão de alunos

MEC - 12/12/2008 - por Redação

O Ministério da Educação vai publicar os dez textos vencedores do 2º Concurso Literatura para Todos e distribuí-los a 1,5 milhão de estudantes. A premiação ocorreu na quarta-feira, dia 10, na Semana de Educação de Jovens e Adultos, em Natal. O prêmio é promovido pelo Ministério da Educação para estimular a produção literária destinada a jovens e adultos em processo de alfabetização. Serão contempladas com as obras as entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado, universidades da Rede de Formação de Alfabetização de Jovens e Adultos, presídios e núcleos de educação de jovens e adultos de instituições de educação superior. Os livros também chegarão às escolas públicas de educação básica. “Esse não é um concurso para neo-escritores, mas para escritores experientes. Este ano, recebemos menos obras. Porém, com mais qualidade”, disse Jane Paiva, integrante da comissão julgadora. No concurso, organizado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), os candidatos concorreram nas categorias prosa (conto, novela ou crônica), poesia, biografia e texto de tradição oral (em prosa ou em verso). Em cada uma delas foram dois autores. O MEC recebeu 133 contos, 61 novelas, 30 crônicas, 13 biografias, 29 textos de tradição oral e 249 de poesia.

Mulheres são maioria entre a população leitora

Publishnews - 16/12/2008 - por Matilde Leone, Ag. Brasil Que Lê

Piratas e tesouros escondidos encantaram e povoaram a mente da menina de 13 anos, na pacata Divisa Nova, cidade de apenas 5 mil habitantes, no Circuito das Águas, em Minas Gerais. A ilha do tesouro foi o primeiro livro que Benedita Imaculada Bastos leu, há 40 anos. Depois de mergulhar nas aventuras criadas pelo escocês Robert Louis Stevenson, Benedita nunca mais parou de ler. Perdeu a conta de quantas vezes foi à biblioteca pública de Passos, também em Minas, onde vive atualmente, e trabalha como doméstica para a mesma família há 30 anos. “Leio no quarto, antes de dormir e quando acordo de madrugada, pego o livro de novo”, diz. Também assiste a novelas, mas lê nos intervalos comerciais. “Sou muito caseira, minha companhia são os livros”, afirma a mulher de 53 anos. Se tivesse sido entrevistada para a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, Benedita poderia ter contribuído para aumentar ainda mais o índice de leitoras registradas no levantamento feito em 2007 pelo Ibope, sob encomenda do Instituto-Pró Livro. Um dos dados da pesquisa realizada com 92% da população revela que, entre 55% dos que se declararam leitores de livros, 55% são mulheres, 8% a mais que os homens; que representam 47%. No link Leia Mais você confere outras informações sobre este público leitor.

Linguagem da internet demanda mais tempo

Estado.com - 11/12/2008 - por Redação

As abreviações e simplificações usadas em mensagens de texto para celulares não estão somente acabando com a nossa ortografia, mas exigindo mais tempo para serem lidas e compreendidas, afirma um estudo australiano publicado na quarta-feira. Nenagh Kemp, conferencista da Universidade da Tasmânia, pediu para 55 alunos de graduação para escreverem e depois lerem em voz alta mensagens de texto em idioma correto e abreviado como o frequentemente usado em celulares. Enquanto os estudantes foram significativamente mais rápidos ao escreverem abreviado, quase metade deles demorou o dobro do tempo para lerem essas mensagens em voz alta do que ao lerem em idioma correto. Os estudantes também cometeram mais erros lendo as mensagens abreviadas do que aquelas escritas de modo convencional.

Pela preservação dos acervos bibliográficos

Publishnews - 11/12/2008 - por Redação

A Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER), Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Arquivo do Estado de São Paulo lançaram Preservação de acervos bibliográficos (84 pp., R$ 20), obra que celebra os 20 anos da ABER e presta homenagem à Guita Mindlin, sua fundadora e uma das maiores especialistas do país. O livro foi organizado por Norma Cianflone Cassares e Ana Paula Hirata Tanaka, presidente e vice-presidente da ABER respectivamente. Norma justifica a importância da obra: “Há, em português, pouca literatura sobre preservação de acervos em papel e esse livro ajudará não apenas aos estudantes e bibliotecários, mas também a todos aqueles que têm livros em casa e se preocupam com sua biblioteca”. A obra traz textos de diversos profissionais do livro e pesquisadores acerca deste universo. Acessando o link Leia Mais você confere mais informações sobre a obra.

A arte se torna arte ao ser consumida, diz Lobão (Será?, rs)

Folha de São Paulo - 11/12/2008 - por Redação

Para o cantor e compositor Lobão, não há dúvida de que a arte mantém seu potencial transformador mesmo ao se tornar produto de consumo: "A arte se torna arte quando é consumida", disse ele na noite de terça-feira, no auditório do Masp, no debate "Cultura e Consumo". Em comemoração dos 50 anos da Ilustrada, o encontro teve mediação do jornalista Alcino Leite Neto, editor de moda da Folha. Cristovão Tezza, escritor mais premiado de 2008, destacou que "um livro é um produto cultural como qualquer outro, de forma mais forte do que em qualquer época da história".

OSB lidera captação pela Lei Rouanet

Folha de São Paulo - 11/12/2008 - por Larissa Guimarães

Os recursos da Lei Rouanet, principal mecanismo para o financiamento da cultura no país, concentram-se nas mãos de poucos. Metade de todo o dinheiro que a lei torna disponível é captado por apenas 3% das empresas e entidades que apresentam projetos culturais em busca de patrocínio. Dos 4.334 proponentes que no ano passado tentaram captar recursos pela Rouanet, 130 conseguiram R$ 483 milhões - quase 50% do total arrecadado (R$ 974 milhões). A proponente com maior captação em 2007, com 100% de renúncia fiscal, foi a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, com R$ 17,38 milhões. O Ministério da Cultura e parte do setor cultural apontam essa concentração como uma distorção. A crítica é a de que apenas projetos de grande porte e maior apelo de marketing levam vantagem. Em 2007, por exemplo, só um terço dos projetos conseguiram captar dinheiro pela Rouanet.

Agora tem revistas no Google Book Sarch

Publishnews - 11/12/2008 - por Ricardo Costa

O Google anunciou nesta quarta-feira em seu Blog Oficial o início de uma iniciativa que pretende disponibilizar online um grande número de artigos de revistas. Por meio de parcerias com editores o Google começou a digitalização de milhões de artigos de revistas das mais diversas áreas, tais como New York Magazine, Popular Mechanics e Ebony. O internauta poderá ler o artigo completo, em cores, e em seu contexto original, exatamente como se estivesse folheando a revista impressa. Será possível pesquisar pelos artigos diretamente no serviço Google Book Search. Os artigos estarão diferenciados dos livros pela palavra Magazine/Revista, colocada ao lado dos resultados da busca. Dentro de algum tempo, os artigos também serão incluídos nos resultados de buscas feitas pelo Google.com. “Acreditamos que disponibilizar mais revistas online é um passo importante em direção ao nosso objetivo de longo prazo, que é prover acesso a todo tipo de informação”, escreve Dave Foulser, engenheiro de software, no blog oficial do Google. O Google Brasil já está à procura de editores parceiros para desenvolver este projeto por aqui.

Espaço para disseminação do saber

Publishnews - 11/12/2008 - por Redação

A Editora da Universidade do Estado de Minas Gerais, a EdUEMG foi inaugurada com o objetivo de abrir espaço para a publicação de obras de caráter cultural e científico que tenham relevância para o desenvolvimento da ciência e da cultura no país. O palco do surgimento da nova editora foi o Salão Ouro do Hotel Máster Plaza, no dia 5 de dezembro. A idéia é também abrir caminho para a troca de experiências entre a UEMG e demais universidades do país e do exterior. A EdUEMG está diretamente ligada à reitoria da universidade do estado e foi implantada em Barbacena devido a um projeto desenvolvido pelo professor Fuad Kyrillos Neto, que atua no Campus local da UEMG. Na mesma cerimônia de inauguração foi lançada também a revista Mal Estar e Sociedade.

Heróis dos quadrinhos lutam pelo direito de sair do armário

Último segundo - 09/12/2008 - por Javier Sauras

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o mundo das histórias em quadrinhos mudou seus roteiros para refletir a nova realidade mundial. Agora, há um debate entorno dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e as grandes editoras se perguntam: pode um super-herói ser gay? As duas linhas mais conhecidas de revistas, Marvel e DC, estão avançando a passos de tartaruga para medir como o público tradicional de quadrinhos aceita que seus heróis "saiam do armário". E, embora o processo se desenvolva muito lentamente, alguns personagens dos quadrinhos já reconheceram abertamente seu homossexualismo. Apesar de não ter sido o primeiro, o caso de Midnighter e Apollo, do grupo especial The Authority, foi o mais famoso. Warren Ellis e Bryan Hitch criaram com essa série o modelo de super-herói do século 21, colocando os protagonistas diante de conflitos modernos.

Função da arte não é fazer política, diz Gullar

Folha de São Paulo - 10/12/2008 - por Redação

O peso do mercado na vida cultural, encerrado o período da ditadura militar e o ciclo das utopias de esquerda, esteve no centro do debate "Cultura e Política", que aconteceu na noite desta segunda-feira, no auditório do Masp. Mediado pelo jornalista Fernando de Barros e Silva, editor de Brasil, o debate, primeiro de uma série de três, faz parte das comemorações dos 50 anos da Ilustrada. A psicanalista Maria Rita Kehl destacou que o mercado passou a pautar opiniões sobre a produção cultural numa lógica segundo a qual "as coisas têm valor porque se vendem". O compositor Caetano Veloso, que começou o debate tentando lembrar, em vão, um trecho de seu livro Verdade Tropical, foi em sentido contrário: "A gente, que trabalha nessas criações mais vendáveis, enfrenta uma perversão oposta: há uma idéia de que uma coisa não é boa porque vende". O poeta e colunista da Folha Ferreira Gullar, que arrancou risos da platéia, disse que as relações entre arte e política, como aconteceram nos anos 60, já não fazem o mesmo sentido. Já o cineasta Cacá Diegues, ao destacar o papel da tecnologia, afirmou que a pirataria não é um problema de polícia. Confira a opinião de alguns convidados do encontro.

Saramago na ABL

O Globo - 09/12/2008 - por Ancelmo Gois

Ancelmo Gois informa que, duas semanas depois de visitar a ABL, no Rio, o português José Saramago, 85 anos, deve ser escolhido sócio-correspondente da nossa Academia. Vai ocupar a vaga do conterrâneo Alçada Baptista, que morreu aos 81 anos, domingo.

Editora disponibiliza livros em formato especial

Publishnews - 09/12/2008 - por Redação

Matéria publicada pelo Paraná Online aponta que a pouca disponibilidade de obras literárias em braile ou com caracteres ampliados dificulta o aprendizado de crianças, adolescentes e mesmo adultos que não enxerguem ou possuam baixa visão. A editora Aymará, de Curitiba, porém, está disponibilizando suas obras em formato especial para redes de ensino de todo País e escolas particulares. Os livros são voltados à educação de jovens e adultos. Na reportagem, segundo Áureo Monteiro Gomes Júnior, diretor-geral da Aymará, diz que as obras disponibilizadas em formato especial não terão custos adicionais às redes de ensino e instituições particulares, o que faz parte de um compromisso de desenvolvimento da cidadania adotado pela editora.

Mais de 350 mil livros abandonados

Jornal do Brasil - 09/12/2008 - por UnB Agência

Relatório elaborado pelo diretor da Editora UnB, Norberto Abreu, e entregue ao reitor da UnB, José Geraldo, na quarta-feira, dia 3, revelou dados surpreendentes sobre a atividade da editora universitária que tem 680 títulos no catálogo. Nos últimos dois anos, foram publicados, em média, 39 livros por ano. Entretanto, este ano – até maio, quando a diretoria foi substituída na gestão pró tempore – apenas oito livros haviam sido lançados. O baixo número de publicações causa maior espanto quando comparada à quantidade de livros no estoque do estabelecimento: há 350 mil obras paradas, sem conservação, amarelando no almoxarifado. “Com a falta de comercialização dessas obras R$ 8 milhões deixam de entrar nos cofres da universidade”, avalia Norberto Abreu, que em maio deste ano substituiu Alexandre Lima, o ex-diretor da editora, afastado do cargo sob suspeita de desvio de recursos públicos. Nos últimos seis meses, a editora voltou a investir na publicação de obras. De maio a novembro, foram lançados 20 livros; a meta é chegar a 31 até o final do ano. Segundo Norberto Abreu, no primeiro trimestre de 2009, mais 36 obras ficarão prontas para comercialização. A editora também pretende colocar à venda as centenas de títulos escondidos no almoxarifado.

Imprensa Oficial vai publicar clássicos da literatura brasileira

Jornal do Brasil - 05/12/2008 - por Redação

Com o aval do governador Sergio Cabral, a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro vai publicar, a partir do ano que vem, clássicos da literatura brasileira para serem distribuídos gratuitamente à população. Cada livro será produzido em grandes tiragens, em torno de 100 mil exemplares, que serão encaminhados, sem custo, às mãos dos leitores. Além de obras literárias, a Imprensa Oficial também deverá colaborar com a Secretaria Estadual de Educação, publicando títulos de livros didáticos para serem empregados em sala de aula. “Vamos inundar o Rio de Janeiro de livros”, disse o presidente da Imprensa Oficial, Haroldo Zager, durante a abertura da 40ª Reunião da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (ABIO).

Medo de pensar

Folha de São Paulo - 07/12/2008 - por Rafael Garcia

Você acha que pode confiar em seu próprio cérebro?" A pergunta que Cordelia Fine lança a seus leitores no início de seu último livro já é praticamente uma tentativa de induzir uma resposta. Quem sempre se considerou um animal racional tende a reavaliar o assunto num segundo, e talvez diga a si: "Não tenho certeza." Contudo, por que alguém começaria a escrever um livro com essa frase, senão pelo propósito de instigar o leitor com a perspectiva de uma resposta negativa? Em Idéias próprias (Difel; 272 pp; R$ 39), a psicóloga inglesa radicada na Universidade de Melbourne (Austrália) trata de como o desempenho real de nossos cérebros não corresponde mesmo àquilo que desejamos. Listando diversos experimentos feitos à moda da psicologia cognitivo-comportamental americana, o principal mérito do livro é incutir dúvidas em quem quer que se considere imune à presunção, ao auto-engano, a preconceitos étnicos e a vícios morais de toda sorte. A edição em português do livro de Fine sai no mesmo ano em que foram lançados Kluge (Gambiarra), de Gary Marcus, e On Being Certain, de Robert Burton.

Romance cubista de Gertrude Stein desafia o leitor

Folha de São Paulo - 07/12/2008 - por Noemi Jaffe

Já faz parte de nosso repertório consolidado a imagem de um quadro cubista. Aquilo que um dia foi inaceitável, de tão estranho ao imaginário burguês, hoje praticamente se transformou num lugar-comum. Mas e uma narrativa cubista? Infelizmente, nesse terreno, o hábito do público ainda resiste bravamente; não se sabe direito o que é um romance cubista e, quando se "enfrenta" uma leitura como essa, a tendência é, quase sempre, a da negação. Gertrude Stein escreve por quebras e repetições; frases que não se desenvolvem, adjetivos que se permutam em tríades infinitas. Nada se explica nem se interpreta. "Cada momento é uma coisa essencialmente nova"; "tudo quebra; nada continua; tudo se isola" e "uma coisa sem progresso é mais esplêndida do que uma coisa que progride" são palavras da própria autora, praticadas fielmente no romance Três vidas (Cosac Naify, (248 pp; R$ 46). Realmente, não se trata de leitura fácil; não se espere fluência nem densidade narrativa.

Best-sellers reais

O Globo - 06/12/2008 - por Miguel Conde

Nem sempre tão prestigiados quanto os grossos tomos de Direito ou Medicina que eram obrigatórios nas casas dos doutores da época, os livros de ficção, no entanto, eram das leituras mais populares entre os cariocas no início do século XIX. Seu sucesso é atestado pelas edições realizadas pela Impressão Régia, que D. João instalou aqui logo após sua chegada, em 1808. Muitos dos best-sellers do período, porém, estão há décadas esgotados, o que dificulta não apenas a compreensão dos gostos do público leitor oitocentista, mas também do sentido das referências feitas a esses livros em obras de autores brasileiros como José de Alencar e Machado de Assis. Um pequeno, mas importante passo para remediar essa dificuldade acaba de ser dado com a publicação de dois livros co-editados pela prefeitura do Rio: a coletânea 4 novelas em tempos de D. João (Casa da Palavra, 224 pp., R$ 42) e Tesouro de meninas ou diálogos entre uma sábia aia e suas discípulas (Odisséia, 240 pp., R$ 40), seleção das histórias para crianças da francesa Jeanne Marie Leprince de Beaumont, considerada uma das fundadoras da literatura infantil. Organizado pelos historiadores Luiz Carlos Villalta e Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves, 4 novelas em tempos de D. João reúne obras de três autores franceses: Paulo e Virgínia, de Bernardin de Saint-Pierre; História de dois amantes, ou O Templo de Jatab, de Claude Godard d’Aucour; e os contos morais A boa mãe e A mãe má, de Jean-François Marmontel. Já Tesouro de meninas tem seleção e prefácio feitas pela escritora Ana Maria Machado. Confira no O Globo uma lista com sugestões de livros do Brasil colonial.

O que restou do regionalismo?

O Estado de São Paulo - 08/12/2008 - por Redação

"Durante muito tempo o regionalismo foi uma força política, cultural e literária. O Rio Grande do Sul disto era um exemplo. Território conquistado aos espanhóis, a ferro e fogo, nele se afirmou uma orgulhosa identidade. Mas o Brasil mudou. Acelerou-se o fenômeno da industrialização e da urbanização. Surgiram as megalópoles brasileiras nas quais hoje vive 80% da população. O sistema de comunicações aperfeiçoou-se, as redes de tevê passaram a levar para todos os pontos do País uma linguagem mais uniforme. O resultado de tudo isso é que o regionalismo perdeu terreno, inclusive na literatura. Um Graciliano Ramos, um Jorge Amado, até mesmo um Érico Verissimo da fase gaúcha hoje teriam bem menor repercussão. É de lamentar? Certamente. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. O declínio do regionalismo era uma inevitabilidade cultural e o jeito é aceitá-la, partindo para novas formas de expressão." Confira a opinião de escritores e acadêmicos sobre o tema regionalismo.

Ele escreve em todas as linhas

O Estado de São Paulo - 07/12/2008 - por Edison Veiga

O poeta Frederico Barbosa quase não escreve mais. Mas ele continua acreditando na força da poesia. Ele continua poeta. Seu último livro, A consciência do zero, foi lançado em 2004. "Aí veio isso aqui", diz, referindo-se à Casa das Rosas - Espaço Cultural Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, sob sua direção desde que foi reaberta há exatos quatro anos. "De lá para cá, devo ter escrito no máximo uns dois poemas. Agora eu faço muita coisa em função da poesia dos outros, do ?poetariado? de São Paulo." Ele continua poeta. Não é pouca coisa. Os cursos realizados até hoje na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, somam um total de 9 mil inscritos. Por ali, saraus e lançamentos de livros são constantes - na última terça, a entidade inaugurou uma livraria especializada em poesia. A Poiesis, organização presidida por Frederico, também administra o Museu da Língua Portuguesa, sucesso de público e de crítica, na Luz; a Casa Guilherme de Almeida, que deve ser reaberta no ano que vem como museu literário, em Perdizes; e o projeto cultural São Paulo: Um Estado de Leitores. Há dois anos, o poeta foi curador da Biblioteca Alceu de Amoroso Lima, em Pinheiros - transformou-a na primeira das bibliotecas temáticas da Secretaria Municipal de Cultura, um espaço dedicado à poesia.

Revista Wizard coloca HQs de brasileiros entre melhores do ano

Portal G1 - 01/12/2008 - por Redação

Não bastasse faturarem Eisners, Harveys, Screams e Jabutis, os quadrinistas brasileiros completam sua coleção de prêmios nacionais e internacionais neste 2008 com duas vitórias na lista de melhor estréia indie e melhor HQ autopublicada na eleição de melhores do ano na revista "Wizard", principal publicação sobre quadrinhos nos EUA. O quadrinista gaúcho Rafael Grampá foi considerado a melhor estréia pelo seu primeiro álbum, Mesmo delivery, publicado nos EUA pela editora AdHouse e no Brasil pela Desiderata. Já a coletânea “Pixu”, eleita pela "Wizard" a melhor HQ autopublicada de 2008, conta com o resto da equipe que fez “5”: a norte-americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e os gêmeos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon. Os dois últimos foram os artistas brasileiros que mais ganharam prêmios internacionais em 2008. A dupla também ganhou o primeiro prêmio Jabuti dado a uma história em quadrinhos, na categoria de melhor livro paradidático pela adaptação de O alienista, de Machado de Assis.

Inglês faz livro com expressões brasileiras

Portal G1 - 02/12/2008 - por Dani Blaschkauer

Ele ‘fala pelos cotovelos’, não é ‘mala-sem-alça’ e não tem medo de ‘quebrar a cara’. Foi exatamente por conta de expressões como essas que o inglês Jack Scholes resolveu criar o seu oitavo livro: Break the branch? Quebrar o galho (Disal, 152 pp., R$ 28,50). Na obra, Scholes não tem a intenção de ‘pegar no pé’ por causa dos erros cometidos por estrangeiros que chegam ao Brasil, mas sim dar uma mão para os gringos que têm algum conhecimento da língua portuguesa e que tropeçam em expressões ou gírias. “Tem palavras com vários sentidos diferentes daqueles que se ensina em cursos ou escolas. A pessoa aprende a dizer ‘bom dia’ e quando entra no elevador escuta um ‘beleza’ ou ‘belê’”, lembra. E foi justamente por conta de uma delas que surgiu o "estalo" para fazer o livro que pode livrar os estrangeiros de pegadinhas.

Publicando um livro

Publishnews - 04/12/2008 - por Redação

A arte de escrever e publicar um livro e mercado editorial brasileiro” é o tema de curso que ocorre no próximo dia 6, e promete desvendar os "mistérios" que envolvem o mundo do livro. Os custos e as etapas de produção de um livro, papel, formatos e a invenção de Gutenberg, o Livro e a Biblioteca Nacional - Registro de Direito Autoral, ISBN, e o Processo de criação são alguns dos temas abordados. O curso ocorre das 9h às 13h, na Escola do Escritor (Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 - Pinheiros. São Paulo/SP. Tel.: 11-3034-2981), e tem custo de R$ 95. Os docentes são Maria Esther Mendes Perfetti e João Scortecci. Inscrições no site da Escola do Escritor.

Realidade poética

Publishnews - 04/12/2008 - por Redação

Ocorre no dia 13 de dezembro, sábado, na Livraria da Vila (Al. Lorena, 1731 – Jardins. São Paulo/SP. Tel.: 11-3062-1063) o lançamento de Cada coisa que parece (Cortez, 40 pp., R$ 26), com texto e ilustrações de Sérgio Meurer, das 15h às 18h. As reflexões líricas de Sérgio Meurer servem-se dos olhinhos infantis, tão cheios de fantasia e de imaginação, e transformar a realidade em poesia (ou será que já estava ali e não víamos?). Cada poema encerra uma surpresa. São dois universos que surgem aos olhos do leitor que, deslumbrado, envolve-se com a revelação poética. Um livro indicado a todos aqueles que gostam de poesia ou querem iniciar-se nesta arte.

Literatura Digital ganha evento de celebração

Publishnews - 04/12/2008 - por Redação

Apresentar aos mercados editorial, livreiro e educacional novos produtos multimídia é o objetivo do primeiro evento de Literatura Digital do País, que já tem data marcada. Ocorre no dia 17 de dezembro, no Espaço Atelier, em São Paulo. O encontro será promovido pelo LivroClip, iniciativa que já transformou mais de 150 obras literárias em ferramentas educativas. Será lançado durante a comemoração o DVD do projeto Animadas Letras Paulistas, que traz 40 minutos de animações sobre obras de escritores como Álvares de Azevedo, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Hilda Hilst e Raduan Nassar. Todos os participantes ganharão um DVD e o número total de convidados será revertido em doações de DVD’s para as escolas da rede pública de ensino de São Paulo. Mais informações no site do LivroClip.

A quarta loja na capital paulista

Publishnews - 04/12/2008 - por Luciana Melo

Foi inaugurada, ontem, a quarta loja da Livraria Cultura na capital paulista, no Bourbon Shopping Pompéia (Rua Turiassu, 2100. São Paulo/SP. Tel.: 11-3868-5100). Para celebrar a Livraria ofereceu um Coquetel, que foi animando pela apresentação da banda DuoVox, formada pela cantora Roberta Ayres e pelo tecladista e pianista Emanuel SantAnna. Na ocasião, clientes e convidados puderam conferir de perto a nova instalação de 2,8 mil m², com projeto arquitetônico assinado por Fernando Brandão, responsável ainda pelos outros endereços da Cultura."A arquitetura corporativa também é responsável pelo sucesso comercial de uma empresa e a Livraria Cultura é um case que comprova essa teoria. Através do conceito de inclusão, conseguimos criar um espaço que consegue ser grande e intimista ao mesmo tempo", explica Brandão. A nova loja conta com acervo de cerca de 150 mil títulos de livros e mais de 70 mil títulos de CDs e DVDs.

John Updike vence prêmio de sexo literário ruim

Folha de São Paulo - 27/11/2008 - por Redação

De acordo nota publicada no jornal Folha de S. Paulo, o escritor norte-americano John Updike, autor de "Coelho se cala", entre outros, ganhou nesta terça-feira o prêmio britânico Bad Sex in Fiction, pelas descrições sujas, de mau gosto e ridículas de atos sexuais em seus livros. O prêmio foi concedido pelos editores da revista "Literary Review", este ano em sua 16ª edição.

Astérix como nunca visto

Jornal de Notícias (Portugal) - 27/11/2008 - por F. Cleto e Pina

Intitula-se Astérix e os seus amigos e é um álbum de homenagem a Albert Uderzo, criado pelos seus colegas de profissão, para comemorarem o seu 80º aniversário. A edição portuguesa acaba de chegar às livrarias. Isto após serem ultrapassadas diversas contrariedades, que impediram a sua publicação em simultâneo com a edição original, lançada em 25 de abril de 2007, a data precisa em que Uderzo, nascido em 1927, em Fismes, França, comemorava 80 anos. O projeto nasceu em segredo no seio da sua editora, as Éditions Albert-René, conta a sua filha, Sylvie Uderzo, no preâmbulo do livro, com o propósito "de lhe oferecermos algo único, que lhe agradasse, mas que também o surpreendesse. E que também pudesse agradar aos leitores". Foram assim contatados os seus colegas de profissão, desenhadores e argumentistas, podendo as respostas deles ser encontradas, sob a forma de ilustrações, dedicatórias, gags ou bandas desenhadas ao longo das mais de 70 páginas do livro.

Criador de Mafalda nega ter matado personagem

Folha Online - 26/11/2008 - por Redação

O artista argentino Quino afirmou nesta quarta-feira no México que nunca desenhou a morte de sua personagem mais famosa, Mafalda, em referência a rumores de uma publicação em que ela teria sido atropelada. "É uma criação exclusivamente mexicana, eu não sei quem a inventou", disse Quino. "Essa lenda do caminhão de sopa - porque há várias versões, outra diz que foi um carro de polícia - nasceu aqui no México, eu jamais desenhei isso", disse o cartunista. Mesmo negando o "assassinato", Quino disse que não voltaria a desenhar Mafalda agora porque, segundo ele, os jovens de hoje estão desiludidos e não querem mudar o mundo para melhor, ao contrário da década de 1970, quando nasceu a personagem.

Na biblioteca do Congresso, turista não toca em livros

Folha de São Paulo - 27/11/2008 - por Heloisa Lupinacci

Como turista, você só vai poder dar uma espiada, a partir de um balcão vedado com vidro, na sala de leitura. A biblioteca do Congresso, no prédio Thomas Jefferson, em Washington (Avenida Independence, esquina com a rua 1; Seg. a sáb., das 10h às 17h), é um passeio que deixa o visitante entre a estupefação e a frustração. Para amenizar a frustração, as exposições temporárias compensam a ausência de contato com os livros por meio de computadores acionados pelo toque sobre a tela em que é possível, por exemplo, folhear páginas virtuais de volumes da biblioteca de Thomas Jefferson ou os rascunhos da Constituição norte-americana. Mesmo para quem não queria ver livro algum, a visita vale pela beleza do prédio, de 1897. A história da biblioteca é marcada por dois incêndios. Antes de ser instalada em um prédio à parte, ela ficava no Capitólio. Veio a guerra Anglo-Americana e, em 1814, as tropas inglesas incendiaram o Capitólio. Com a biblioteca reduzida a cinzas, Thomas Jefferson vendeu a sua coleção de livros ao Congresso. Eram quase 6.500 volumes - parte dos quais o turista pode folhear virtualmente no tal computador.

Ex-catadora de papel monta biblioteca com mais de 22 mil livros

Portal G1 - 26/11/2008 - por Fernanda Calgaro

A ex-catadora de papel Vanilda de Jesus Pereira, 45 anos, que cursou só até a 6ª série do ensino fundamental, nunca imaginou que um dia chegaria tão longe. No início, há 20 anos, os livros cabiam em poucas caixas embaixo da cama. Hoje, ela coordena a Biblioteca Comunitária Graça Rios, na entrada da favela Paquetá, em Belo Horizonte (MG), que tem um acervo de cerca de 22 mil livros. "Nada foi planejado. Fui fazendo o que era possível", diz Vanilda. O projeto foi um dos 15 finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008. "Acabamos não recebendo o prêmio de R$ 30 mil, mas, só com o troféu de reconhecimento, já fiquei muito feliz." Na biblioteca, que funciona num galpão, também são dadas aulas de reforço escolar para as crianças mais novas e de preparação para os jovens que vão prestar vestibular. A biblioteca Graça Rios fica localizada na Rua Glauber Rocha, 334, Paquetá, Belo Horizonte. O telefone é 31-3498-1547.

Professores sugerem mudanças na literatura sobre o negro - Abner Laurindo

Sorocaba - [ 21/11 ]
Professores sugerem mudanças na literatura sobre o negro - Abner Laurindo Mudar a visão histórica dos livros em relação à escravidão, em que se apregoa que o negro era adaptado a situação de escravo. Esta foi a proposta de uma roda de discussão entre um grupo de professores atuantes em instituições de ensino da cidade, ontem à tarde, na sede do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

De acordo com a organização da reunião, esta foi a forma encontrada pela categoria para refletir a situação do negro na sociedade no feriado do Dia da Consciência Negra.

Para dar qualidade técnica à discussão, foi convidado o historiador Carlos Cavalheiro, autor do livro “Scenas da Escravidão - Breve ensaio sobre escravidão negra em Sorocaba”. Ele ensinou que, ao contrário do que os livros didáticos dão a entender, a raça negra nunca aceitou o aprisionamento e o trabalho forçado, além de reagir como podia, inclusive, na busca da liberdade nos Quilombos. “A idéia de que o indio não servia para escravidão, mas o negro era adaptável a subserviência tinha fundo comercial. O lucro do comércio do tráfego negreiro era estrondoso para os envolvidos no processo”, explicou Cavalheiro.

Ele contou ainda que a situação se tornou cultural e foi transformada ao longo do tempo em racismo e preconceito.

Abolição antecipadaO historiador Carlos Cavalheiro pretende lançar em breve um livro com uma análise da pós-escravidão, um estudo sobre os primeiros meses da liberdade quando se institucionalizou no País uma perseguição aos negros. “Neste período começa a difusão de que o negro não é adaptável à liberdade. Antes bom para o trabalho, agora era preguiçoso e sem modos”, frisou. Cavalheiro conta também das lendas preconceituosas criadas, inclusive, pelos jornais que associavam a raça negra às coisas ruins.

Em Sorocaba, depois da libertação dos escravos, o jornal Diário de Sorocaba (o primeiro com esse nome e não o que existe hoje) publicou um artigo com uma destas lendas racistas que o negro tinha sido criado por satanás. “Essas idéias tiveram um grande peso saindo num jornal”, explicou o historiador. Ele acredita na mudança de cultura por meio do aprendizado que será longo, mas possível e necessário.

Em relação a libertação dos escravos em Sorocaba e região, Cavalheiro lembrou que houve uma antecipação por causa da chegada dos trabalhadores imigrantes, ocorrendo a Abolição em 25 de dezembro de 1887 na cidade.

Sobre os trabalhadores imigrantes, Cavalheiro fez um breve comentário contando que apesar de livres também sofreram com a forma de administração dos donos de fazenda. “Eles tinham postura escravista. Como lidar com trabalhadores livres? Caso seja pego comendo debaixo de uma árvore coloca no tronco e dou algumas chibatadas?”, explicou o historiador, traduzindo o pensamento dos senhores de terra da época.

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=32&id=138261===

Parabéns Sorocaba por mais esta iniciativa Cultural! http://www.cintianmoraes.com.br/ O livro 'O LobVampiro' de José Estevão Oliveirahttp://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=16089 http://www.sorocaba.com.br/aconteceSeja bem-vindo ao Acontece em Sorocaba douglara@uol.com.br - fone (15) 3227-2305

ANDROSS EDITORA SELECIONA TEXTOS DE NOVOS AUTORES

A Andross Editora está organizando sete antologias a serem publicadas ainda em 2009. Escritores interessados em participar da seleção já podem enviar seus textos. São vários gêneros literários (poemas, contos, crônicas e microcontos) de temáticas diferentes - de humor a suspense.


Podem participar autores iniciantes ou com obras já publicadas. O regulamento e instruções para envio dos textos estão disponíveis no website da editora: http://www.andross.com.br/.




Veja a lista dos lançamentos da Andross Editora para este ano:




1. Palavras Veladas – Antologia de poemas


2. Risos de Papel – Contos e crônicas de humor


3. Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo


4. Dimensões.Br – Contos de literatura fantástica no brasil


5. Histórias Liliputianas – Antologia de microcontos


6. Marcas na Parede – Contos sobrenaturais, de suspense e de terror


7. 2054 – Contos futuristas (histórias que se passem no ano de 2054)




Sobre a Andross




Com quatro anos de mercado e mais de 33 títulos publicados, a Andross Editora iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Por este sistema, a editora já publicou mais de 780 autores de 13 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje têm obras publicadas individualmente por outras editoras.




Mais informações para a imprensa:


Edson Rossatto


Andross Editora


Contato pelo telefone: (11) 2943-7687




Fevereiro 2009