O Estado de S. Paulo - 16/12/2008 - por Roberta Pennafort
O professor alemão Berthold Zilly é destemido. Depois de traduzir para seu idioma o épico Os sertões, de Euclides da Cunha, Triste fim de Policarpo Quaresma, o clássico de Lima Barreto, e o cultuado Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, além de obras da literatura portuguesa e argentina, ele se debruça sobre Memorial de Aires, o último livro de Machado de Assis, lançado dois meses antes de sua morte - e que acaba de completar 100 anos. Brasilianista, Zilly, que tem formação em literatura alemã, latino-americana e francesa e foi docente convidado da Universidade Federal do Ceará, entre 1978 e 1980, não é tradutor profissional. Ele é movido pelo desejo de possibilitar a seus compatriotas conhecer obras que tem como fundamentais. Zilly esteve recentemente no Rio, por ocasião de um congresso de professores de alemão. Aproveitou para visitar, na Academia Brasileira de Letras, a exposição Machado Vive, que revela ao visitante não só lances da biografia do fundador da casa, mas também parte de seu mobiliário e biblioteca, recheada de obras de Victor Hugo e Gonçalves Dias.
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