O Estado de São Paulo - 07/12/2008 - por Edison Veiga
O poeta Frederico Barbosa quase não escreve mais. Mas ele continua acreditando na força da poesia. Ele continua poeta. Seu último livro, A consciência do zero, foi lançado em 2004. "Aí veio isso aqui", diz, referindo-se à Casa das Rosas - Espaço Cultural Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, sob sua direção desde que foi reaberta há exatos quatro anos. "De lá para cá, devo ter escrito no máximo uns dois poemas. Agora eu faço muita coisa em função da poesia dos outros, do ?poetariado? de São Paulo." Ele continua poeta. Não é pouca coisa. Os cursos realizados até hoje na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, somam um total de 9 mil inscritos. Por ali, saraus e lançamentos de livros são constantes - na última terça, a entidade inaugurou uma livraria especializada em poesia. A Poiesis, organização presidida por Frederico, também administra o Museu da Língua Portuguesa, sucesso de público e de crítica, na Luz; a Casa Guilherme de Almeida, que deve ser reaberta no ano que vem como museu literário, em Perdizes; e o projeto cultural São Paulo: Um Estado de Leitores. Há dois anos, o poeta foi curador da Biblioteca Alceu de Amoroso Lima, em Pinheiros - transformou-a na primeira das bibliotecas temáticas da Secretaria Municipal de Cultura, um espaço dedicado à poesia.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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