O Estado de São Paulo - 08/12/2008 - por Redação
"Durante muito tempo o regionalismo foi uma força política, cultural e literária. O Rio Grande do Sul disto era um exemplo. Território conquistado aos espanhóis, a ferro e fogo, nele se afirmou uma orgulhosa identidade. Mas o Brasil mudou. Acelerou-se o fenômeno da industrialização e da urbanização. Surgiram as megalópoles brasileiras nas quais hoje vive 80% da população. O sistema de comunicações aperfeiçoou-se, as redes de tevê passaram a levar para todos os pontos do País uma linguagem mais uniforme. O resultado de tudo isso é que o regionalismo perdeu terreno, inclusive na literatura. Um Graciliano Ramos, um Jorge Amado, até mesmo um Érico Verissimo da fase gaúcha hoje teriam bem menor repercussão. É de lamentar? Certamente. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. O declínio do regionalismo era uma inevitabilidade cultural e o jeito é aceitá-la, partindo para novas formas de expressão." Confira a opinião de escritores e acadêmicos sobre o tema regionalismo.
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